Um verdadeiro manicómio - Não há saída

Os meus colegas de trabalho enervam-me! O que eu queria era fazer as malas e desaparecer. Ao meu colega Rui acontece o mesmo. A nossa empresa construiu um edifício novo e fomos transferidos para salas maiores. Agora estamos presos com os nossos quatro tão queridos colegas.

Felizmente ainda tenho o Rui ao meu lado. Mas há uma coisa que todos os dias é certa para nós: os colegas de trabalho enervam!

Comecemos pela Dora. A Dora é lenta e quase não se mexe da cadeira. Está lá presa ou, melhor dizendo, colada. Dessa posição observa absolutamente tudo e todos! Recolhe a informação com os seus olhos ágeis e suspeitamos que à noite, em casa, mantém um caderno de relatórios. Quantas vezes saímos da sala ou falámos uns com os outros.

Porque ela é uma "bufa". Entrega relatórios constantemente. Mais precisamente, duas portas mais à frente. Os nossos colegas de trabalho enervam, por isso permitimo-nos uma brincadeira. Várias vezes por mês recebe uma rosa no para-brisas com uma carta de amor. Ela pensa que é o ex. Que fique então nessa convicção.

E o que não suportamos de todo: raspa o copo do iogurte como se não houvesse amanhã! Um dia destes certamente vai furar o fundo da tampa.

Continuamos com o Sr. Teixeira. É a imprevisibilidade em pessoa e ainda por cima vem o Sr. Cardoso!

[caption id="attachment_445" align="alignright" width="300"]Colegas de trabalho que enervam a sério Colegas de trabalho que enervam a sério[/caption]

 

O Sr. Teixeira e o Sr. Cardoso, farinha do mesmo saco, e encaixam na perfeição!

O Sr. Teixeira tem problemas de tiroide e, quando não tomou os comprimidos, é insuportável. Quando entra de manhã pela porta com a cara vermelha, pomo-nos a salvo. Podemos dizer bem alto: "Os colegas de trabalho enervam!"

O pior de tudo é o Sargento-mor Cardoso. A direção decidiu há um ano que precisávamos de um diretor de departamento. Então entrou ele, com os seus 2 metros, pela porta. Magro, fumador compulsivo e um exibicionista implacável! Gaba-se constantemente de como vai sempre jantar a restaurantes caros. Percebe tudo da vida e armou-se em pequeno deus.

O Rui e eu estávamos antes os dois numa sala. Por dentro, já pedimos a demissão. Só que a empresa paga tão bem que não será assim tão fácil apresentar realmente o pedido de demissão. A longo prazo, porém, não aguentamos. Por isso só há um conselho: "esperar para ver!".